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LIÇÃO 3 – 20 de julho de 2014 – Editora BETEL

O líder vocacionado por Deus

TEXTO AUREO

“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. Gl 1.1

VERDADE APLICADA

A função de liderança não pertence a todos, mas aqueles a quem Deus escolheu para trabalhar para si em sua seara segundo os seus dons.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

► Trazer entendimento de que Deus chama alguns para trabalhar para si;

► Demonstrar que a certeza da chamada servirá de segurança futura no ministério;

► Orientar, com sugestões, chaves de como atender o chamado.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

G1 1.8 – Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

G1 1.9 – Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

G1 1.10 – Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

G1 1.11 – Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.

G1 1.12 – Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (8). Paulo estava tão convencido de que não havia outro evangelho que invocou a maldição de Deus sobre si mesmo ou até sobre os anjos do céu, caso eles “pregassem um evangelho diferente daquele que vos pregamos”. Estas palavras não eram um discurso inconsequente ou mera retórica. A pessoa da herança e educação de Paulo teria profundo respeito por votos solenes e maldições. Ser anátema (“amaldiçoado”, “maldito”) era fatal. A natureza séria do erro promulgado entre os gálatas é destacada por tal declaração. Paulo os avisara deste erro, talvez na primeira vez que lhes pregara. Por isso, os lembra: Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo (9). O contraste entre agora… vo-lo digo já vo-lo dissemos torna bastante certo que ele não estava se referindo ao versículo anterior.

Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. O versículo 9 difere do versículo 8 no ponto em que é usado o pronome indefinido “alguém” (tis) no lugar do sujeito – Paulo ou um anjo. No versículo 8, a possibilidade é mais remota – “se nós”, ao passo que neste versículo a construção gramatical sugere que tal possibilidade está acontecendo – “se alguém está”. É indiscutível que Paulo está se referindo ao que estava sendo feito na Galácia. Inicialmente, ele se usara como mera ilustração hipotética.

Em nossos dias de tolerância crescente na religião, a denúncia dogmática de Paulo soa um tanto quanto descabida. Claro que há o respeito pela crença dos outros e apoiamos a garantia de que ninguém sofra perseguição religiosa. Mas isto não significa que todos os caminhos levam a Deus. A oposição de Paulo não era um sectarismo estreito; era a preocupação sobre o meio fundamental de salvação. Ele estava convencido de que o curso que os gálatas estavam tomando os conduziria à escravidão espiritual – e quem saberia melhor que ele, que tinha vivido sob a lei? Só lhe resta condenar tal teologia – terminantemente. O seu Mestre não advertira que ele viera trazer espada (cf. Mt 10.34)? Nestes dias em que vivemos precisamos ouvir esta voz de certeza e convicção, bem como da verdadeira tolerância.

Os oponentes de Paulo o acusaram de ajustar sua mensagem de forma que fosse atraente aos homens e lhes ganhasse o favor. Por isso, pergunta: Persuado (peitho, “apelo”) eu agora a homens ou a Deus? (10). Tal condenação séria é humanamente atraente? Ele repete a pergunta com palavras diferentes: Procuro agradar a homens? A resposta é um enfático Não! Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Esta afirmação deve ser entendida em termos do seu contexto. Paulo estava sendo acusado pelos judeus de rejeitar a lei para agradar aos gentios. Em outro texto, o apóstolo demonstra abertamente a importância e até a necessidade de agradar aos homens a fim de conquistá-los para Cristo (cf. 1 Co 10.33). O apóstolo não pode ser considerado um independente radical. Ele era sensível às atitudes dos homens. Se ele se permitisse ser colocado em servidão das opiniões de homens ele já não seria o servo liberto de Cristo. Se ele tivesse de decidir entre agradar aos homens e a Deus, sua escolha não estava em discussão.

Segundo A. F. Harper, temos nos versículos 1 a 10 “A Mensagem de Deus a quem se Desvia de Jesus”: 1) A mensagem vem de Deus Pai, 1, e por meio de um líder espiritual preocupado (4.19); 2). A maior preocupação de Deus é a nossa salvação do pecado, 4; 3) Você se desviou de Jesus?, 6,7; 4) A seriedade da deserção, 8,9;5) O caminho para a recuperação: Procuro ser servo de Cristo, 10 (ver tb. 2.18-20).

Paulo declara aos seus irmãos que o evangelho que ele lhes pregara não era mensagem humana ou elaborada pelo homem; ele não o recebera de homem, nem lhe fora ensinado. Ele a recebera por revelação de Jesus Cristo. Inicialmente, Paulo deseja que eles entendam que sua autoridade é de Deus e não do homem: Mas faço-vos saber (11 ;gnorio, “fazer saber”). O que ele afirma em declaração direta agora fundamentará em detalhes. Ao tratá-los de irmãos, ele dá a entender que a apostasia dos gálatas não estava completa ou era irrevogável; eles ainda eram seus companheiros cristãos. Como Paulo enfatizará depois, o evangelho por ele anunciado era o pronunciamento de que a salvação era mediante a graça, pela fé, e não pelas obras da lei (cf. 3.1- 4.31). A carta não indica em nenhum lugar que ele tinha outro conflito teológico com seus oponentes. De particular significação é o fato de que o evangelho não é segundo os homens. Esta expressão tem importância especial para Paulo, sendo, talvez, equivalente a “carnal”. O significado que o apóstolo quer transmitir é claro: o seu evangelho não era mera mensagem humana, como ele explica no versículo seguinte.

Esta mensagem não era humana, porque Paulo não a recebera, nem a aprendera de homem (12). Nem a fonte do seu evangelho, nem o método pelo qual ele o recebera era humano. A maioria dos expositores cristãos, até nos dias de Paulo, foi ensinado por outros homens, mas ele não. O evangelho lhe veio por revelação de Jesus Cristo. Isto não diz respeito a uma revelação geral, disponível a todos que a recebessem, mas a uma revelação especial e pessoal para Paulo.

A pessoa que afirma ter uma revelação pessoal faz-se acusável de ser arrogante e perigosa. Não é difícil avaliar a preocupação dos oponentes de Paulo. Com base no que lhes pareceria revelação estritamente particular e pessoal, ele estava abolindo muito do que eles consideravam vital e sagrado. No transcurso dos séculos, homens têm se levantado proclamando uma mensagem que afirmam ser revelação especial. Esta é precisamente a falácia de grande parte do atual conceito de “inspiração”. Tais mestres concordam que a Bíblia é “inspirada”. Mas do mesmo modo há outras obras inspiradas – até as de um Shakespeare e de um Beethoven. É lógico que isto não destrói a singularidade das Escrituras. Reconhecemos que Deus inspirou e deu revelações aos homens desde os tempos bíblicos. Mas a revelação da Palavra escrita é inigualável. Neste sentido, é terminal e não contínua. A declaração audaciosa de Paulo foi inteiramente fundamentada, não por ele, mas pelo Espírito de Deus. Nossa tarefa não é fazer acréscimos à revelação escrita, mas entendê-la e explicá-la.

Fonte: Comentário Beacon

Introdução

Qual é o perfil da pessoa vocacionada por Deus para liderar? (lTm 4.12 Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza.) É claro que são pessoas dotadas de dons e aptidões que confirmem, com comportamentos exemplares, essa vocação. Devemos lembrar que há vários níveis de liderança, mas nem todos serão líderes. A igreja de Cristo, porém, reconhece prontamente aqueles que são enviados, por Ele. Outra questão decisiva é como alguém pode ter certeza da vocação divina? Vejamos a seguir como identificar tal vocação.

OBJETIVO

► Trazer entendimento de que Deus chama alguns para trabalhar para si;

1. Deus dá vocação aos líderes

Vocação vem do latim “vocationis” e trata-se da ação de chamar, convidar. Deus é aquele que “chama e convida” pessoas para servirem como líderes em sua igreja (lTm 1.12 Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério,). Note a expressão “líderes”, logo indica que não falaremos com exclusividade do trabalho pastoral, embora seja inevitável essa tônica do assunto determinadas vezes.

1.1. Vocação variada

Pessoas são chamadas de várias formas para prestar serviços variados na obra do Senhor Jesus. Não existe uma regra estabelecida que venha determinar se uma pessoa realmente foi chamada ou não. Da mesma forma também nem todos serão chamados para fazerem o mesmo trabalho (ICo 1.26 Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento.). No Reino de Deus, há lideranças e serviços em todas as esferas imagináveis para a satisfação e crescimento do Corpo de Cristo na terra. Cada um servirá segundo a vocação em que foi chamado, de acordo com as necessidades locais ou gerais. (ICo 7.20 Cada um deve permanecer na condição em que foi chamado por Deus.; Ef 4.11-12 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado,)

1.2. Tipos de vocacionados

Há uma vocação presunçosa, baseada em indícios, aparências e confiança excessiva em si mesmo, etc. Tal vocação pode ser denominada como “carnal” (ICo 3.3-4 porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos? Pois quando alguém diz: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estão sendo mundanos?). Como ela está baseada em pressupostos não devidamente sondados e confirmados, aqueles que se envolvem num trabalho assim costumam se sentir inseguros, envoltos em confusão e até em rebelião (Nm 16.1-50). Há também a vocação pervertida que nasce por se dar ouvidos a “doutrina de demônios” por trás de homens desviados (lTm 4.1-2 O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada). Mas é comum tais pessoas basearem seu chamado em vozes ou visões, reivindicando para si autoridade. Por outro lado, quando alguém é chamado por Deus em momentos difíceis, descansa nele através de uma fé tranquilizadora e esperançosa. (Jo 6.70:13.18; 15.16; At 9.15; lTm 2.7).

1.3. Vocação que se concretiza

Há dois aspectos quanto ao assunto vocacional. O primeiro é que Deus chama o homem, para servi-lo, como líder, em meio a seu rebanho (lPd 5.2-3 pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.). O seguinte é que os líderes são presentes de Deus para o seu povo. Cristo concedeu diferentes dons e ministérios aos homens (ICo 12.4-6 Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos.). Esses dons são diferentes das funções administrativas. Tanto os dons quanto os ministérios são importantes para a organização e o crescimento da igreja. O mais importante é que cada um fique na vocação em que foi chamado, (ICo 7.20 Cada um deve permanecer na condição em que foi chamado por Deus.) quer seja administrando, ensinando, evangelizando etc., não desejando ser outra coisa para a qual não foi chamado.

“E ele mesmo deu uns para,.. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11-12). Os dons concedidos por Deus convergem para uma só finalidade: o aperfeiçoamento dos santos. Deus deixou ferramentas para aprimorar outras ferramentas. Não vocacionou pessoas egoístas que pensam que ministério é uma visão particular, que produz apenas para si mesmo, sem jamais estar ligado ao bem estar de outrem. Esse é um pensamento equivocado e vivido por muitos homens de nossa geração.

OBJETIVO

► Demonstrar que a certeza da chamada servirá de segurança futura no ministério;

2. A certeza da vocação e sua importância

Uma pessoa que se considera chamada por Deus, por questão de prudência, não deveria se apoiar em sinais externos (2Co 5.7 Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.). Alguns gostariam que Deus lhes fizesse como Moisés, Gideão ou outros, com demonstrações espetaculares do seu poder. Na verdade, hoje, Deus deseja que nós sejamos o sinal do seu poder. De igual forma, ninguém deve se apoiar em visões, revelações e profecias para tal fim.

2.1. Os sinais de uma vocação

Por uma questão de cautela, destacamos os sinais internos de uma chamada, que são o desejo ardente para fazer a obra de Deus e os dons espirituais que se harmonizam com ela. Esses dois aspectos já foram tratados na lição anterior, porém, eles jamais deveriam ser olvidados. Mesmo assim, externamente, há um sinal decisivo na confirmação de uma vocação. Trata-se da aceitação da vocação dessa pessoa com seus dons e aptidões pela comunidade onde ela serve (Js 1.17Então eles responderam a Josué: “Tudo o que você nos ordenar faremos, e aonde quer que nos enviar iremos.; Ed 10.4 Levante-se! Esta questão está em suas mãos, mas nós o apoiaremos. Tenha coragem e mãos à obra!”). E, portanto, de suma importância que um candidato, ao pregar, aconselhar, etc., tenha boa aceitação. Por exemplo: Como a igreja reage à mensagem do candidato? Ele realmente influencia os crentes locais? Pessoas aceitam a Cristo convencidos por sua evangelização ou pregação? Se, na maioria das vezes, sim, isso é um bom sinal (At l6.5 Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e cresciam em número cada dia.). Existe uma enorme diferença entre uma liderança imposta e uma liderança conquistada.

2.2. Um ministério seguro

Todo o ministério iniciado em Deus tem um potencial para suportar grandes pressões. A sua grande fortaleza ou capacidade de resistência reside na fé inabalável de uma chamada divina (Gl 1.1 Paulo, apóstolo enviado, não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos,). Os que se encontram nessa condição conseguem descansar em Deus na certeza do seu agir. Quão grandes pressões suportaram os servos de Deus diante do seu povo; lembremo-nos de Moisés, de Davi, de Neemias, do Senhor Jesus e Paulo. Eles tiveram, como hoje qualquer um tem, as chances de abortarem a sua missão, de desistir do seu chamado, no entanto foram além da linha da desistência; tudo suportaram por causa da certeza inabalável de uma chamada divina (2Tm 2.10 Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna.). Quem tem visão jamais desiste! Líderes não vivem pelo que ouvem, mas pela convicção. Eles, com certeza, viram algo que ainda precisamos ver para sermos impactados e impactar nossa geração.

2.3. Um ministério sinérgico

Ao oferecer vocação a alguém, Deus não abandona essa pessoa, ao contrário, Ele se torna parceiro dela (1 Ts 5.24 Aquele que os chama é fiel, e fará isso.). Quando falamos de um ministério sinérgico queremos dizer que Deus é cooperador daquele a quem ele chamou (Rm 8.28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.). Esse é um trabalho sério por demais, para ser realizado solitário e presunçosamente. Entra aí outro elemento deveras importante, a humildade (Pv 15.33 O temor do SENHOR ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra.). Tanto os arrogantes quanto os presunçosos possuem em si uma confiança exacerbada. Apenas os humildes recebem cooperação dos outros. Não raro, há pessoas que recebem mensagens de uma vocação ministerial. A partir daí, suas vidas mudam. Elas começam a sonhar alto e entram numa terrível ansiedade para que se concretize tal coisa, não esperando o tempo certo de entrar em cena. Por esse motivo, muitos se tornam impacientes e se desesperam, acabando por cometer tolices (Jd v. 12 Esses homens são rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz.).

Sabemos que Moisés foi educado por sua própria mãe, e talvez essa influência o tenha feito agir antes da hora. Ele se precipitou, acreditou que as pessoas o veriam pronto, e em condições de libertá-las. Moisés tinha uma vocação, mas ainda não estava como Deus queria para a execução de sua missão. O que fez? Em vez de salvar uma nação, fugiu como um vagabundo deserto afora, para ver se salvava apenas sua vida. Esse foi seu balde de água fria, e como não se sentiu desestimulado após tal sofrimento? Todo grande chamado exige um grande preparo. Espere seu momento.

OBJETIVO

► Orientar, com sugestões, chaves de como atender o chamado.

3. Como atender a vocação

Se alguém puder viver sem exercer um ministério, que busque enquadrar-se dignamente diante Deus. Afinal, se todos fossem líderes não haveriam liderados. Mas, se por acaso, não encontrar realização satisfatória em nenhum setor da vida secular, aceite o seu chamado. Um chamado sempre “persegue” a quem Deus comissiona, é inútil fugir dele. Devemos compreender, acima de tudo, que a liderança na casa de Deus deve ser confiada a pessoas bem resolvidas (2Tm 2.2 E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros.). Vejamos algumas recomendações importantes:

3.1. Aguarde o tempo

Tempo é um fator fundamental na formação de um líder, seja em que área for (Gl 1.18 Depois de três anos, subi a Jerusalém para conhecer Pedro  pessoalmente, e estive com ele quinze dias.; 2.1 Catorze anos depois, subi novamente a Jerusalém, dessa vez com Barnabé, levando também Tito comigo.; Ec 3.1 Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:). Esse tempo de espera é muito precioso para rever uma série de coisas: Será um tempo para refletir mais profundamente acerca do assunto, será um tempo para desenvolver os próprios dons e talentos pessoais, será um tempo para analisar como está a própria família em relação à fé e à vida cristã. A necessidade da seara é realmente grande, mas ela precisa de ceifeiros amadurecidos em todos os sentidos. Jesus não disse que havia poucos obreiros; obreiros a igreja tem aos montes, o problema é transformar esses obreiros em ceifeiros (Mt 9.37 Então disse aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.). Deus e a Escritura não mudam, mas a sociedade sim. Desse modo, um aspirante à liderança deve também estar em consonância com seu tempo.

3.2. Preparar-se incansavelmente

Ninguém vai a uma guerra sem qualquer preparo, (2Tm 2.4 Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou.) mesmo porque isso será um suicídio certo. E, para guerrear as guerras do Senhor, precisamos de muito preparo. Qualquer soldado nos dias de Paulo passava por um sério preparo físico, vestia-se de sua indumentária, e fazia seu juramento, para depois partir para a guerra. No campo espiritual, no que tange a assumir uma liderança, é importante que o candidato pratique sólidos exercícios espirituais (lTm 4.8 O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura.) como: a incansável leitura bíblica, oração e jejum; mas, também, avalie o fruto do Espírito em sua vida reconhecendo suas virtudes e admitindo os seus erros e necessidade de auto aperfeiçoamento. Enfim, o mais importante nesse tempo de espera é o preparo, assim não desperdice nem tempo e nem energia (2Tm 2.15 Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade.).

3.3. Deixe Deus agir nos corações e nas circunstâncias

É comum acontecer que alguns motivados pelo insucesso na vida secular concluam que devam então trabalhar na direção de uma igreja ou departamento em tempo integral, vendo seu chamado como um motivo para lucros. A liderança ou chamado jamais podem ser vistos por esse prisma. Embora a Bíblia nos ensine que o trabalhador é digno de seu salário, não se pode trabalhar na obra de Deus apenas com essa visão, isso seria anti bíblico e perigoso (Mt 27.5 Então Judas jogou o dinheiro dentro do templo e, saindo, foi e enforcou-se.) para alguém que se diz vocacionado. O sucesso ministerial depende única e exclusivamente de Deus. Tudo o que Ele criou foi com um objetivo; basta a cada um de nós descobrirmos para o que fomos chamados.

É muito importante que qualquer um que se considera chamado por Deus, demonstre uma fé capaz de descansar em Deus. Uma fé sadia permitirá também ao chamado influenciar os outros na igreja onde serve, bem como ver-se a si mesmo como já sendo um líder. E por esse motivo que o preparo é vital. Outro requisito básico é jamais negligenciar o bom relacionamento com a direção local e todos os demais. Firmado nesses pilares só resta aguardar Deus agir nos corações e nas circunstâncias, até a separação final e definitiva, seja para que liderança for.

Conclusão

Alguém que se considera chamado no Corpo de Cristo para exercer liderança é alguém convidado e jamais se impõe como líder. Ele sabe que precisa esperar em Deus e, enquanto isso, pratica exercícios espirituais e influencia outros a quem pode. Até, finalmente, ser confirmado pelo corpo da igreja onde serve como tal, quer seja para um departamento ou mesmo para a direção da própria igreja.

QUESTIONÁRIO

1. De acordo com os tipos de vocacionados, uma vocação presunçosa está baseada em quê?

R. Está baseada em indícios, aparências e confiança excessiva em si mesmo, etc.

2. Como deve se comportar alguém que foi chamado por Deus em momentos difíceis?

R. Descansar em Deus através de uma fé tranquilizadora e esperançosa.

3. Quais são os dois principais sinais internos de uma chamada?

R. É o desejo ardente para fazer a obra de Deus e os dons espirituais que se harmonizam com ela.

4. Há um sinal decisivo na confirmação de uma vocação, qual é ele?

R. É a aceitação da vocação dessa pessoa com seus dons e aptidões pela igreja onde ela serve.

5. Um ministério iniciado em Deus tem potencial para suportar o quê?

R. Suportar grandes pressões.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2014, ano 24 nº 92 – Jovens e Adultos – “Dominical” Professor – LIDERANÇA CRISTÃ Conhecendo os segredos da liderança eficaz
Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

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