elefante3Um animal extraordinário é o elefante. Ele chamava muito a atenção nos circos, que passavam pelas cidades há anos atrás. Durante os espetáculos, o enorme animal fazia demonstrações de peso, tamanho e força descomunal. Mas, depois de sua atuação, e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanecia preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma -zhl2mmaimagem-pastoral-11-11-2012pequena estaca cravada no solo. Sem dúvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira, apenas enterrado alguns centímetros na terra. E, ainda que a corrente fosse grossa e poderosa, me parecia óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir. O “mistério” é evidente: “O que o mantém, então? Por que não foge?” Alguém me explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado. Fiz então a pergunta óbvia: – Se está amestrado, por que o prendem? Não recordo haver recebido nenhuma resposta coerente! Com o tempo, esqueci do “mistério” do elefante e da estaca… Eu somente recordava quando me encontrava com outros que também se haviam feito a mesma pergunta. Há alguns anos descobri que, por sorte minha que alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque tem permanecido atado à estaca desde muito, muito pequeno. Tenho certeza que o elefantinho puxou, forçou, tratando de soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não pôde fazê-lo. A estaca era certamente muito forte para ele. Juraria que dormiu esgotado e que no dia seguinte voltou a tentar, e também no outro que se seguia. Até que um dia, um terrível dia para sua história, o animal aceitou sua impotência e se resignou a seu destino. Ele tem o registro e a recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer. E o pior é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro. Jamais voltou a colocar à prova sua força outra vez.

Muitas vezes somos como os elefantes. Vivemos crendo que um montão de coisas “não podemos”. Simplesmente porque alguma vez, quando éramos crianças, tentamos e não conseguimos. Fazemos, então, como o elefante. Gravamos em nossa memória: “Não posso. Não posso e nunca poderei!” Crescemos carregando essa mensagem que impusemos a nós mesmos e nunca mais voltamos a tentar. Quando muito, de vez em quando sentimos as correntes, fazemos soar o seu ruído, ou olhamos com o canto dos olhos a estaca e confirmamos o estigma: “Não posso e nunca poderei!”. A única maneira de tentar de novo é colocando muita coragem em nossa cabeça e em nosso coração! Mas como superar sentimentos que vem desde a infância? Essa talvez seja a tarefa mais difícil a ser enfrentada, lembre-se porém, que você não é apenas uma criança frágil. Veja todas as situações difíceis que já enfrentou e superou. Posicione seu pensamento que “Sim! Eu Posso! Eu consigo!” e vá em frente. Se não der certo dessa vez, tente novamente. Depois tente de novo. Não faça como nosso amigo elefante que, apesar do seu tamanho e sua força física, da sua excelente memória, fica preso a uma pequena estaca…

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