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“O degrau de uma escada não serve simplesmente para que alguém permaneça em cima dele. Destina-se a sustentar o pé de um homem pelo tempo suficiente, para que ele coloque o outro um pouco mais alto.” (Thomas Huxley)

Tempo: Substantivo masculino, singular, abstrato. / Definição: Palavra de cinco letras que ganhou mais valor e importância nestes nossos dias. / Sinônimo: Dinheiro. / Emprego em uma frase: “Eu estou sem tempo!”

É o tempo, essa coisa tão valorizada atualmente, que incorpora o jargão “tempo é dinheiro”, moldado pelo mundo capitalista. E, diante disso, você se pergunta: E eu?

A noção de temporalidade foi tomada como forma de regular os períodos do dia, em intervalos definidos e convencionais. Hoje, o tempo é um espaço para conseguirmos nos organizar, diante de tantas atividades. A vida contemporânea toma dimensões maiores e nos permitimos acumular um turbilhão de coisas. Temos horas marcadas, intervalos de tempo regulares e somos presos a convenções e horários. Somos escravos do tempo.

Somos realmente escravos do tempo, mas precisamos ter noção do nosso poder sobre ele. O tempo é nosso e nós que decidimos como fazer. É aceitar as alegrias e poetizar com as tristezas… E viver!

Paulo Coelho, no seu primeiro volume de ‘Cavaleiro da Luz’, narra conversa com uma peregrina, sobre O Caminho de Santiago. Ela conclui: “Demorei mais que os outros, tive que andar sozinha por muitos trechos mas foi só porque respeitei meu próprio ritmo que consegui completar o caminho. Desde então aplico isso a tudo que preciso fazer na vida: respeito o meu tempo”.

O tempo tem o seu tempo e cada um precisa ter o seu. Andar no ritmo do tempo por vezes é necessário, mas algumas vezes é perigoso. Reconhecer os limites é um fator essencial para continuar o caminho.

A figura que ilustra esta postagem não é ao acaso, tem significância. A formiga é um exemplo da noção do tempo na natureza: ela não precisa estudar pra saber quando é tempo de guardar os seus mantimentos para os períodos escassos. De grão em grão, de folha em folha a formiga vai formando o seu estoque, seu reservatório, construindo sua estabilidade para o futuro.

É assim também que, passo a passo, crescemos e nos aperfeiçoamos. Degrau a degrau, respeitando o tempo. Se tivermos a paciência (e a persistência!) da formiga, não há tempo que nos domine.

Eles passam como balsas de junco, como águia que se lança sobre a presa.  – Jó 9:26

Os meus dias são como a sombra que declina, e eu, como a erva, me vou secando. – Salmos 102:11

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