O professor de religião pediu aos seus alunos que levassem batatas e um saco plástico à aula e escrever nas batatas o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoas ou tivessem ressentimentos. Uma batata para cada nome.

Pediu, também, para colocar as batatas dentro do saco plástico e guardá-las na mochila, junto com seus livros e cadernos.

A tarefa consistia em levar as batatas a todos os lugares onde fossem, por tempo indeterminado, até que o professor os autorizasse a se livrar delas.

Naturalmente, elas foram-se deteriorando. Além do peso, logo, também, o mal cheiro começou a  incomodar os alunos, até o ponto em que não agüentaram mais:

– Professor, por favor, não dá mais. Podemos jogar esse lixo fora?

– Sim, podem jogar as batatas fora, mas, se junto com elas vocês também não jogarem fora toda a mágoa e ressentimentos que elas representam, o peso e o mau cheiro não sairá de seus corações.

“Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” – Mateus 6.15

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