Caía a tarde na selva. E ao longe pelos caminhos, ouvia-se a passarada que regressava aos seus ninhos.
Na beira de uma lagoa, os sapos em profusão, cantavam bem ritmados, a sua velha canção. No mais, tudo era silêncio.
No entanto, nesse momento, surgiu um velho leão, a procura de alimento. Andava orgulhosamente, com passos lentos, pesados. E por onde ele passava, os bichos apavorados, fugiam para suas tocas, deixando livre o caminho.
Porém, eis que de repente, surgiu um pobre ratinho. O leão não perdeu tempo e assim estendendo a pata, alcançou o pobrezinho que ia andando pela mata.
– Por favor, tenha piedade senhor! Não me mate! Sou tão pequenininho, que mal posso matar-lhe a fome. Se o senhor poupar a minha vida, tenho certeza de que poderei, um dia, retribuir sua bondade!
O Leão achou tão engraçado um reles ratinho achar que poderia fazer-lhe um favor, que o soltou com uma enorme gargalhada.
E assim dizendo o ratinho correu e muito feliz, entrou no seu buraquinho. E o leão tranquilamente, embrenhou-se na floresta. Entretanto, de repente,
– Vejam, meninos, que horror!
O pobre animal, caiu na rede de um caçador. E a fera se debatendo de pavor, urrava!
E quanto mais se esforçava, mais a corda o enlaçava.
Nesse instante, o tal ratinho, que de longe tudo ouvia, chegou rapidamente e roeu… roeu… roeu… rapidamente as cordas, que prendiam o grande felino.
A corda cedeu e arrebentou finalmente!
Quando o leão ficou livre, o ratinho disse:
– Sua majestade achou ridícula a minha idéia de que um dia eu poderia lhe fazer um favor, não é? Pois aí está: sem a minha ajuda, ainda estaria preso. Agora, sabe que até um ratinho pode ser muito útil a um poderoso leão.
– Não faça poucos dos fracos, confie neles também!
E o leão, aprendeu a lição!
“Mais vale, a calma e a prudência, à fúria desenfreada.”
“Os pequenos amigos podem se revelar seus grandes aliados.”

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