Dois irmãos, de péssimo caráter, costumavam explorar os trabalhadores de sua aldeia. Mas para manter as aparências, frequentavam a igreja aos domingos.

O antigo pastor resolveu aposentar-se, e um novo foi transferido para o lugar – um homem jovem, com a reputação de falar sempre a verdade, dono de um imenso carisma. Cheio de entusiasmo, resolveu fazer uma série de reformas no templo; quando começou a coleta de doações entre os fiéis, um dos irmãos malvados morreu.

Na véspera do enterro, o outro irmão procurou o pastor, e entregou-lhe um cheque com a quantia suficiente para terminar os trabalhos que estavam sendo feitos.

“Mas existe uma única condição”, disse. “Amanhã, na hora de encomendar o corpo, o senhor precisa dizer que meu irmão foi um verdadeiro santo. Sei que o senhor jamais falta com a palavra dada”.

O pastor prometeu fazer o que ele pedia, recebeu o cheque, e retirou o dinheiro.

No dia seguinte, cumpriu sua palavra:

“Este era um homem mau”, disse ele durante a cerimônia. “Explorava os mais pobres, emprestava dinheiro a juros extorsivos, enganava sua esposa, e abusava dos mais fracos”.

Depois de uma pausa, concluiu: “Mas, comparado com o seu irmão que ainda está entre nós, o morto era um verdadeiro santo”.

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